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MA FERREIRA, mulher, mãe, esposa, pedagoga por formaçao, ceramista de coração. Amante da vida e das artes. Acredito que somos a mudança que queremos no mundo. Sou uma pessoa que acredita nas pessoas e na construção de um mundo melhor. Acredito que cada pessoa está onde deveria estar. Acredito que estamos na terra para evoluir. Acredito que o ser é muito melhor que o ter. Acredito numa força divina. DEUS!!!

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

LUAR DO SERTÃO , POR MA FERREIRA


Confeccionei esta peça em argila creme. Na pintura um mix de vários esmaltes. Queimei em alta temperatura. 1.100 graus

"Escute: eu sou o Catulo / E Catulo da Paixão / Sou cearense no nome / Mas nasci no Maranhão"

Dedico este vídeo a R.R. Barcellos. Rodolfo, é pra você!




Luar do Sertão
Na voz da Simone é de arrepiar!!

Catullo da Paixão Cearense
Composição: Catulo da Paixao Cearense / João Pe

Não há, ó gente, oh! Não, luar como esse do sertão
Não há, ó gente, oh! Não, luar como esse do sertão
Oh que saudade do luar da minha terra
Lá na serra branquejando, folhas secas pelo chão
Este luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade, do luar lá do sertão!
Se a lua nasce por detras da verde mata
Mais parece um sol de prata, prateando a solidão
E a gente pega na viola e ponteia
E a canção e a lua cheia, a nascer no coração
Não há, ó gente, oh! Não, luar como esse do sertão
Não há, ó gente, oh! Não, luar como esse do sertão
REFRÃO
Quando vermelha no sertão desponta a lua
Dentro da alma flutua, tambem rubra nasce a dor
E a lua sobe e o sangue muda em claridade
E a nossa dor muda em saudade
Branca assim da mesma cor.

Poeta, teatrólogo, cantor e compositor. Nasceu em 8/10/1863, São Luís, MA e faleceu com 83 anos em 10/5/1946 no Rio de Janeiro, RJ.

Filho do ourives Amâncio da Paixão Cearense e Maria Celestina Braga da Paixão. Teve dois irmãos: Gil e Gerson.

Quando tinha dez anos, mudou-se com a família para o sertão do Ceará e em 1880, para o Rio de Janeiro.

Dispunha de uma fortaleza física, que o ajudou no cais do porto, onde trabalhou como estivador.

Freqüentava repúblicas estudantis e vivia entre os chorões da época, dentre eles: Viriato (flautista), Anacleto de Medeiros (compositor e regente), Cadete (cantor), e outros.

No Colégio Teles de Meneses, estudou português, matemática e francês. Chegou a traduzir poetas internacionais famosos. Através destes relacionamentos boêmios, aprendeu a tocar violão e flauta.

Em 1885, morou na residência do senador do Império Silveira Martins, onde teve a incumbência de lecionar o português aos filhos.

Fundou um colégio no bairro da Piedade, passando a lecionar línguas.

Compilou letras de modinhas, lundus e cançonetas da época, e as publicou através da Livraria do Povo. Publicou também obras suas, tais como: O cantor fluminense, Lira dos salões, Novos cantares, Lira brasileira, Canções da madrugada, Trovas e canções e Choros ao violão.

Conhecido como "vate sertanejo", deixou 15 livros de poemas, dentre eles Meu sertão (1918), Sertão em flor (1919), Poemas bravios (1921), Mata iluminada, Aos pescadores (1923), Meu Brasil (1928), Um boêmio no céu, Alma do sertão (1928) e Poemas escolhidos (1944).

Suas poesias eram adaptadas a canções de compositores famosos (Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros, João Pernambuco, Antônio Callado, Pedro Alcântara) e nas vozes de Mário Pinheiro, Eduardo das Neves, Cadete, Vicente Celestino, e outros, sua obra ganhava popularidade, consagrando-o.




Por Ma Ferreira